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MAIS UM: Albert Elbaz deixa a maison francesa Lanvin

Alber-01-1800  Nessa última semana não há espaço para pensar em algo criativo, diferente para vocês leitores, como todo bom site-blog de moda, devemos lhe passar a atualidade do setor, e no momento são as saídas dos estilistas de grandes maisons. Depois de Wang deixar a Balenciaga, Raf Simons a Dior, Albert Elbaz está deixando a Maison Lanvin.

Sou uma grande fã, não apenas de seu trabalho, como de Albert pessoa – acho ele extremamente fofo, carismático e ele parece um desenho animado. Judeu, nascido em Marrocos, mudou-se para Tel-Aviv já adulto, formado pelo Instituto de Engenharia e Design Shenkar, foi para Nova York, onde trabalhou com Geoffrey Beene por sete anos. Passou pela Guy Laroche, recebeu a medalha de Cavaleiro de Legião de Honra, foi para a Yves Saint Laurent, permaneceu por três anos até chegar a Maison francesa Lanvin, onde ficou por 14 anos, até hoje.

Albert Elbaz

Albert Elbaz

Com a saída catastrófica, bombástica – como preferir chamar – de Galliano da Dior em 2011, por comentários antissemitas – que ironia – em um café de Paris, Albert Elbaz chegou a conversar com os responsáveis da marca para uma possível contratação, mas voltou atrás por possuir ações da Lanvin. A saída de Albert Elbaz da marca, dá-se a um desentendimento com a dona da mesma, Shaw-Lan Wang.

Muitos estão dizendo que será Elbaz o substituto de Raf Simons.

Um comunicado oficial ainda não foi publicado, será nos próximos dias.

As perguntas do momento são:

1 – Será que Albert Elbaz está mesmo indo para a Dior?

2 – Quem será o novo diretor criativo da Lanvin?

Particularmente fiquei triste com a notícia, eu vivia brincando com a minha mãe, quando era menor, que minha velhice seria em Paris, vestida de Lanvin.

Albert Elbaz

Albert Elbaz

As caricaturas de Albert Elbaz para a colaboração da Lanvin com a H&M

As caricaturas de Albert Elbaz para a colaboração da Lanvin com a H&M

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Arquivado em alta costura, beleza, comportamento, desfiles internacionais, designers

GALLIANO EXPLICA O ESCÂNDALO

Dois anos após ser demitido da Dior pelos comentários racistas que fez  (e que rodaram o mundo em um vídeo), John Galliano comemora dois anos de sobriedade com uma entrevista na revista Vanity Fair – a primeira desde o tal dia de fevereiro de 2011 que mudou sua vida, do qual ele diz mal se lembrar.

“Quando vieram me contar o que eu tinha falado, fiquei andando de um lado para o outro sem saber o que tinha acontecido. Quando minha assistente me mostrou o vídeo, eu vomitei”, desbafou o estilista à edição de julho da revista. “Foi a pior coisa que eu disse na minha vida, mas eu não quis dizer isso. Eu tenho tentado descobrir por que aquela raiva foi direcionada para essa raça.”

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“A princípio, álcool era uma muleta para o mundo fora da Dior. Depois passei a abusar quando terminava as coleções. Mas conforme as coleções foram aumentando, virei escravo da bebida. E aí vieram as pílulas porque não conseguia dormir. E depois mais pílulas porque não conseguia parar de tremer. Não conseguia admitir ser alcoólatra. O que tinha começado como uma forma de expressão pessoal se tornou uma máscara”, disse ele à publicação. “Vivia numa bolha. Só no backstage, eram cinco pessoas para me ajudar. Uma me dava cigarro, a outra me dava isqueiro. Não sabia nem sacar dinheiro no caixa automático. Ficava coberto de feridas, me sentindo humilhado, tremia e não conseguia dormir. Aí comprava livros de auto-ajuda, mas ainda estava em negação. Me jogava na academia e cuidava da alimentação até o ciclo recomeçar novamente”. john-galliano

Além de detalhar o caminho difícil que percorreu, Galliano também conta o momento exato em que deu o primeiro passo de volta ao mundo da moda: quando criou o vestido de noiva da amiga Kate Moss, em julho de 2011. “Me salvou porque foi meu rehab criativo. Ela me desafiou a ser eu mesmo novamente”. Em fevereiro deste ano, o ex-diretor criativo da Dior também fez uma residência curta no atelier de Oscar de la Renta em Nova York. 

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Apesar da condenação por seus comentários e de estar sendo evitado por muita gente no mundo da moda, Galliano, de 52 anos, disse que, embora isso possa parecer bizarro, se sente agradecido pelo que aconteceu. “Aprendi muito sobre mim. Tenho redescoberto aquele garotinho que teve a fome de criar, que eu acho que eu tinha perdido. Estou vivo”, afirmou. E, segundo a revista, está positivo em relação ao futuro.

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SUZY MENKES FALA SÉRIO SOBRE MODA

Suzy Menkes, uma das mais respeitadas editoras de moda do mundo, participou de um bate-papo com Fern Mallis, consultora de moda e ex-presidente do CFDA. Suzy foi editora do International Herald Tribune, a versão do “The New York Times” fora dos Estados Unidos. No ano passado, ele passou a chamar simplesmente “The Internacional New York Times” e Suzy passou a escrever para o jornal, impresso e online.

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Ela também contou a Mallis que criou seu topete para que seu cabelo não caísse no rosto enquanto escrevia. A conversa foi publicada no portal WWD e nós colocamos aqui os melhores momentos da sempre afiada e honesta Suzy:

40 ANOS SEM JABÁ: “Eu não vou onde sou paga para ir e acho que deve ser desse jeito. Pessoas como Valentino, que é um homem tão generoso, tantas vezes me convidam para tantos lugares… Nunca fui ao barco dele, mesmo ele tendo insistido. Bom, claro, eu também não tinha o biquíni certo para isso…”

ÁFRICA: “Fui para a África quatro vezes no ano passado. O nível do trabalho manual é algo mágico. Fui para Nairobi, onde eles têm coletivos fazendo bolsas para Vivienne Westwood e Stella McCartney. Se essas coisas puderem ser regulamentadas de uma maneira decente por pessoas honestas, então a moda pode ser uma maneira maravilhosa de tirar as pessoas da pobreza”.

BANGLADESH: “Há de acontecer uma mudança na mentalidade do consumidorTemos que falar que há algo moralmente errado em comprar um maiô ou um vestido que custa o mesmo que um cappuccino. Não acho que a resposta seja uma ‘resposta Disney’ –  simplesmente parar com tudo seria uma catástrofe pois essa é a única indústria que eles têm lá”.

NOVOS DESIGNERS AMERICANOS-ASIÁTICOS: “Eles têm esse espírito americano maravilhoso do vai e faz, siga em frente e acredite em você, o que é uma ótima combinação”.

MUDANÇAS NAS CASAS EUROPEIAS: “Tragicamente, nenhum dos grandes chefões da moda vêm me procurar. Tenho certeza que eles procuram Anna (Wintour) e pedem seus conselhos. Eu falo o que acho e isso é provavelmente o que eles não querem ouvir. As marcas de moda construídas como casas são como famílias. Yves Saint Laurent foi totalmente construída assim. As pessoas eram tratadas como família e se sentiam parte de uma família. Não funciona mais dessa forma. É muito mais duro, não necessariamente melhor ou pior”.

JOHN GALLIANO: “É uma tragédia. Nós sabemos que pessoas criativas têm todos os tipos de demônios. Eu jamais diria que amo Hitler de nenhuma maneira e não conheço muitos que o fariam. O que não significa que alguém com um talento brilhante não deva merecer uma segunda chance. Mas como fazer isso é difícil”.

REDES SOCIAIS: “É equivalente a revolução e que privilégio viver nessa era. É uma questão de como usar isso de maneira inteligente. Não estou tuitando no momento e também tenho uma página no Facebook. Durante as temporadas de moda, fico totalmente de fora, porque tudo é muito pesado. Pesado é a palavra errada porque amo fazer isso. Mas tenho uma quantidade enorme de trabalho”.

OS REVIEWS MAIS DIFÍCEIS: “São quando você vê que um estilista que sempre admirou está indo pro lado errado. É muito doloroso porque você sente por eles e ao mesmo tempo sente por você, que não deseja dar essa facada. Eu costumo suavizar uma crítica quando, por exemplo, alguém perdeu um parceiro para a Aids”.

SEGURANÇA NO TRABALHO APÓS O “IHT” TER VIRADO “THE INTERNATIONAL NEW YORK TIMES” EM 2012:“Quem sabe? Bom, certamente eu receberei um pagamento maravilhoso após 25 anos trabalhando lá”.

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GALLIANO: CURSO NA PARSONS CANCELADO

O curso que John Galliano daria na Parsos School of Design foi cancelado. Os alunos foram avisado via email. Segundo a The New York Magazine, que teve a acesso ao texto, o estilista se recusou a participar de um fórum com os alunos para falar de sua carreira, que poderia incluir perguntas sobre o incidente que levou a sua saída da Dior.

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“Nós entendemos a pressão que o Sr. Galliano enfrenta, nos esperávamos convidar estudantes, professores e staff para perguntá-lo sobre como sua trajetória como estilista mudou por suas declarações ofensivas e aprender com este exemplo. Nos ainda acreditamos que há espaço na Parsons para explorar os esforços do Sr. Galliano para se redimir por seus atos e os membros da nossa comunidade decidirão como ver suas contribuições. Com certeza isto não seria uma conversa fácil ou confortável, mas nossa missão era promover uma oportunidade incomum para aprender com o que transcende os limites de nossa disciplina. Pedimos desculpa aos alunos que esperavam participar no curso e a todos aqueles que gostariam de discutir com o Sr. Galliano”, dizia o email.

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GALLIANO NA PARSONS?

No início dessa semana, a Parsons School of Design divulgou um curso de quatro dias ministradas por John Galliano, chamado Show Me Emotion, com o intuito de passar a “intensa pressão de manter um papel relevante no mundo do design”.

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Porém, a notícia não foi bem recebida pelos alunos da universidade, devido as declarações anti-semitas do estilista proferidas em 2011, que custaram seus cargos na Dior e na grife que leva seu próprio nome. Inclusive, hoje, os estudantes lançaram uma petição online para que as aulas sejam canceladas.

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