BIRKIN: HISTÓRIA E HOMENAGENS

Em 1837, um seleiro chamado Thierry Hermès abriu uma oficina em Paris onde vendia acessórios em couro como baús para carruagens, selas, rédias e estribos. Em 1880, já no comando de seu filho, Charles, abrem uma sofisticada loja na rue Fauborg Saint-Honoré, e passam a vender seus produtos para a aristocracia. Com a vinda dos automóveis, a grife se reinventou: a técnica do pesponto no couro foi adaptada às linhas de bagagem, bolsas e carteiras. Em 1923, lançam uma grande novidade para a época: bolsas com zíper, e Émile-Maurice, terceira geração da família no comando, começa a desenhar roupas de couro de veado, lançando a primeira coleção feminina em 1929.

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Em 1940, quando a Segunda Guerra Mundial fez praticamente sumir o estoque da embalagem de cor bege utilizada pela grife, precisou ser trocada pela única cor disponível: laranja. Era o início do surgimento de um símbolo da marca. Rapidamente, ter um produto embalado numa caixa laranja, sua cor oficial, passou a ser objeto de desejo de ricos e famosos.

Apesar do principal negócio da empresa ser a produção artesanal de peças de couro, os lenços de seda se tornaram uma febre. Em 1935 criam uma bolsa em formato de trapézio, que anos mais tarde se tornaria famosa por ser a preferida de Grace Kelly. Sendo assim, em 1956 a bolsa oficialmente vira a “Kelly”. 

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Grace Kelly e a bolsa Kelly

Quando Émile-Maurice morreu em 1951, seu genro Robert Dumas assumiu o comando. Ele foi o responsável pela introdução das gravatas, malas de viagens, toalhas de praia e perfumes da marca no mercado.

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Nos anos 80, a marca francesa conquistou um ar despretensioso, sem jamais perder o glamour. Depois de uma passagem gloriosa do designer belga Martin Margiela, a Hermès contratou em 2003 o renomado Jean-Paul Gaultier para assumir o posto de estilista da grife, onde ficou por sete anos. Em 2011 Christophe Lemaire assumiu a divisão do prêt-à-porter.

A BIRKIN

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Em 1981, Jane Birkin – atriz e cantora inglesa – estava no avião partindo para uma viagem e sua bolsa arrebenta e tudo cai pelo chão.  O destino, naquele instante, fez com que o dono da Hermés, Monsieur Jean-Louis Dumas, estivesse no mesmo vôo.  Cavalheiro, ajudou a recolher tudo enquanto escutava as queixas de Jane quanto ao fato de não encontrar nenhuma bolsa que valesse a pena.

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Jane Birkin, 1971

Sentaram juntos e Dumas anotou tudo o que Birkin dizia quanto aos detalhes que seriam perfeitos para uma bolsa.  Em 1984, lançam a bolsa que foi o resultado da conversa e lhe dá o nome de Birkin. O modelo mais barato custa US$6.000, e alguns modelos feito de couro de crocodilo (são necessários dois animais para uma bolsa) com fecho de diamantes, custam mais de US$150.000. 

Birkin Até hoje é um dos best-sellers da marca e uma das bolsas mais reconhecíveis e copiadas do mundo da moda. Nem grifes renomadas deixam de copiá-la. Nesta primavera, Saint Laurent e Roberto Cavalli fizeram modelos inspirados escancaradamente.

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Roberto Cavalli – Michael Michael Kors

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Saint Laurent Paris

No Brasil, na lista de quem usou a it-bag como referência estão a 284 (que fez uma versão em moletom, de quebra foram processados pela Hermès, os obrigando a esvaziar suas prateleiras), Corello, e até a Renner já comercializou suas versões, entre várias outras.

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Renner

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Corello

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284

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Arquivado em bolsas, inspiração

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