Jil Sander de volta a grife que leva o seu nome

“O verão é um bom lugar para começar”, disse Jil Sander sobre o seu retorno após oito anos longe da marca que leva seu nome.

A estilista alemã fundou a marca em 1968 e tem uma história turbulenta, cheia de idas e vindas dentro da própria marca.

Jil Sander Boutique, Hamburg, 1968

Em 2005, Jil deixa de vez a marca que fundou e quem assume a direção criativa da marca a partir daí é Raf Simons, estilista brilhante e sensível que manteve a identidade da marca. Raf conquistou não só o gosto, mas também o coração do público e da mídia especializada.

Este ano, o mundo da moda foi pego de surpresa com o anúncio de que Raf Simons deixaria a empresa para que sua antiga dona voltasse à ativa.

Hoje Raf Simons está na Dior e todos esperam ansiosamente pela coleção prêt-à-porter do estilista belga para a grife, e Jil Sander, aos 68 anos, de volta à própria grife.

“O mais importante para mim é a importância da qualidade e o respeito à herança da marca. Se você não conhece a sua história, não tem futuro. Quero fazer peças essenciais, roupas que você facilmente entende qual o seu valor e por que pagou mais por ela”.

Em uma carta oficial falando de seu retorno, Jil diz: “O mundo da moda precisa de vozes originais e de uma estética autêntica. E vou fazer o meu melhor”. The Queen of Less is back (a rainha do menos está de volta).

Em uma passarela clean, branca e iluminada Jil Sander traz de volta o minimalismo puro dos anos 90.

Cores fortes predominaram na coleção verão 2013: marinho, bordo, preto e vermelho vibrante, mas o branco se destacou. Alguns looks total white ganharam aplicações de máxi poás translúcidos, únicos detalhes presentes na coleção.

Tudo é liso e traz a essência desse universo, que é inovação em modelagem. As mangas inflam um pouco e o quadril ganha volume.

Depois de uma parceria de três anos com a Uniqlo, Sander traz um ar fresco e novo para a sua coleção, mantendo sempre o minimalismo clássico da marca.

Sander prefere as palavras “pureza” e “integridade” aos termos freqüentemente usados como “minimalismo” e “redução”. Seus desenhos eram puros e fiéis ao DNA da grife.

O show abriu com um casaco sem mangas sobre uma blusa branca, estilo colegial. O cabelo e maquiagem pareciam enfatizar sua juventude. Seguido por casaco-vestido com mangas abaixo do cotovelo, chique, para uma mulher madura e refinada. Sander respeitou a mulher em todas as idades.

Ela provavelmente gostaria que suas mulheres se sentissem como ela: sempre curioso, sem nunca parar.

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Arquivado em desfiles, desfiles internacionais, designers, Spring 2013, Verão 2013

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