Arquivo do mês: agosto 2012

Barneys New York em parceira com a Disney Co. para sua campanha de fim de ano

Para comemorar o fim de ano a Barneys New York, famosa loja de departamentos americana, lança uma campanha em parceria com a Walt Disney Co.

Intitulada “Eletric Holiday”, a colaboração será apresentada no dia 14 de novembro na flagship da Madison Avenue, em Nova York.

Na campanha os personagens da Disney vestem criações de grandes marcas e estilistas: Minnie veste Lanvin, Margarida veste Dolce & Gabbana, Pateta veste Balmain e Mickie Mouse aparece vestindo Balenciaga.

Margarida veste Dolce & Gabbana

Pateta veste Balmain

A campanha inclui um filme 3D que será exibido nas vitrines da loja e a venda de produtos como orelhas de Mickey assinadas pela Rag & Bone e L’Wren Scott, e figuras Vinylmation de Paul Smith e Diane von Furstenberg, além de doces e brinquedos para crianças, com 25% do valor arrecadado revertido para uma instituição de caridade ainda não divulgada.

Trazer personagens lendários de desenhos animados que marcaram a infância de muita gente para o mundo da moda parece ser uma idéia bem interessante, mas não tem gerado bons comentários.

Os clássicos personagens da Disney foram transformados em referências de magreza, seguindo os padrões exigidos pelas passarelas, o que questiona se a idéia é realmente boa.

“Quando chegamos ao momento [do vídeo] em que todos os personagens da Disney entram na passarela, houve um debate. A Minnie Mouse padrão não ficaria tão bem em um vestido Lanvin. Houve um momento de silêncio de verdade, porque esses personagens não mudam. Eu disse: ‘se vamos fazer isso funcionar, temos que ter uma Minnie de um metro e oitenta’, e eles concordaram. Quando você olhar o Pateta, a Minnie e o Mickey, eles são modelos de passarela”, afirmou Dennis Freedman, diretor criativo da Barneys ao “WWD”.

Minnie veste Lanvin

Esta iniciativa está rendendo comentários negativos de internautas indignados com a estilização dos personagens.

A campanha de fim de ano da Barneys em 2011 foi em parceria com a cantora Lady Gaga, o Gaga´s Workshop, uma espécie de fábrica de presentes com produtos assinado por Gaga.

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Matthew Williamson cria coleção cápsula de galochas para a Havaianas

A liberdade brasileira ganha o toque inglês do estilista Matthew Williamson que, em parceria com a Havaianas, cria uma coleção cápsula de galochas. Para isso o estilista se inspirou na descontração, energia, cor e a alegria da marca brasileira.

 “Estou encantado pela forma como a Havaianas captura o lúdico e a leveza em seus produtos. Existe claramente um elemento divertido”, disse o estilista à Vogue britânica.

Os dois modelos apresentados trazem penas coloridas de pavão e o print digital rain, adaptado a partir das estampas da coleção outono/inverno 2012-13 do estilista.

A Havaianas é conhecida por seus chinelos e sandálias, mas Williamson quis criar as botas de borracha para manter a ligação com suas raízes britânicas.

“Está sempre chovendo na Inglaterra e eu sinto que sou um expert nessa área. Queria trazer um pouco do brilho do sol para a temporada de chuvas”, afirmou.

A colaboração coincide com 50º aniversário da marca de flip-flops e com o 15º aniversário da marca homónima de Williamson.

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Mulberry divulga vídeo de processo de criação da it bag Del Rey

Fundada em 1971 a Mulberry é uma marca britânica que cria acessórios, bolsas, calçados e moda feminina sob a direção criativa de Emma Hill.

Reconhecida por criar, temporada após temporada, produtos desejos, principalmente bolsas, a Mulberry lançou no inicio deste ano a bolsa Del Rey inspirada no estilo retro e nostálgico da cantora Lana Del Rey.

Mulberry – bolsa Del Rey

Mulberry – bolsa Del Rey

“Nós queríamos desenvolver uma bolsa deslumbrante que refletisse o estilo e a beleza de Lana Del Rey, então pensamos que a bolsa deveria ser simples e estruturada, mas também relevante para os dias atuais e que fosse reconhecida imediatamente como uma clássica peça Mulberry”, contou Emma Hill, diretora criativa da marca, a “Vogue” britânica.

Conhecida por sua voz sussurrada na hora de cantar, pelos clipes em visual vintage e por suas letras melancólicas Lana Del Rey é a primeira personalidade recém lançada no mercado a ter uma bolsa com o seu nome.

Lana Del Rey divide opiniões no mundo da música, mas tem feito sucesso entre os fãs de moda.

Para comemorar o sucesso de vendas da it bag Del Rey a Mulberry acaba de divulgar o making of e o processo de produção da bolsa.

O filme mostra em detalhes a transformação do couro e dos metais na bolsa ícone Del Rey, pelas mãos dos artesãos, com trilha sonora de Lana Del Rey, é claro, cantando a musica Summertime Sadness.

 

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Chukka Boots: artista e designer Code ; c em parceria com a UNTOLD

Sem perder a temporada outono inverno 2012/13, o artista e designer Yohei Watanabe, também conhecido como Code ; c, está de volta com outra colaboração com a UNTOLD.

Conhecido por suas esculturas, trabalhos em 2-D e pinturas de performances ao vivo, Code ; c traz o UNTOLD chukka Premium de couro camurça acrescentando seu toque especial no modelo: espirra tons coloridos nas chukkas boots bege e marinho. O calçado ganha vida e dá a impressão de que foi usado durante uma das sessões de pintura ao vivo do artista.

UNTOLD X Code ; c

A colaboração será disponibilizada na loja online Daylife.

As chukkas boots parecem muito com as desert boots, mas elas não são a mesma coisa.

O nome Chukka Boots vem do jogo de pólo. São ankle boots, normalmente feitas de pele de bezerro ou camurça, mas têm sido feitas de materiais exóticos também, com dois ou três pares de ilhós para laçar.

Chukka Boots

Chukka Boots

Chukka boots são semelhantes as Desert boots usadas por soldados britânicos na Segunda Guerra Mundial. As Desert boots são mais flexíveis no tornozelo do que as Chukka. Feitas normalmente de camurça as desert boots tem sola de borracha crepe.

Desert Boots

Desert Boots

 

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Fashion´s Night Out 2012

O Fashion´s Night Out é um evento de compras de moda promovido pela revista Vogue em várias cidades do mundo, com muita música, celebridades, fashionistas, formadores de opinião, informação de moda e diversão em torno de uma grande festa exclusiva que a Vogue oferece.

Esta ação foi criada por Anna Wintour, editora-chefe da Vogue America, em 2009 como um gesto de incentivo ao consumo nos Estados Unidos num ano que enfrentava as conseqüências dramáticas (desemprego, caos imobiliário, falência de empresas) da crise econômica iniciada em 2008, combatendo a recessão e celebrando a força da indústria fashion.

O Fashion´s Night Out é um dos maiores eventos de moda mundial e tem como principal objetivo reacender o mercado em sintonia com o que os parceiros estão disponibilizando em suas novas coleções nos pontos de venda em uma noite de compras e glamour.

Esse ano o evento, realizado pela Vogue, acontecerá no dia 10 de setembro em São Paulo e no dia 12 de setembro no Rio de Janeiro. Nova York, Paris, Xangai, Seoul e mais 14 outras cidades-chave do mundo, também participam.

No Brasil Carol Trentini é a madrinha oficial do Fashion’s Night Out 2012. A supermodel, ao lado de Daniela Falcão, diretora de redação da Vogue, mais Donata Meirelles, diretora de estilo da revista, vai abrir em grande estilo as comemorações do FNO.

Outro ponto alto do evento é a venda de camisetas com a coruja Owlie, símbolo do FNO 2012, estampada. Toda a renda das camisetas será doada a ONGs.

As lojas ficarão abertas até meia noite e os parceiros que participarão do FNO 2012 são:

Em São Paulo:
Shopping Cidade Jardim
Pátio Higienópolis
Rua Oscar Freire

No Rio de Janeiro:
Shopping Leblon
Fashion Mall

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Via Marte: comercial apresenta destaques da coleção verão 2013

A coleção verão 2013 Via Marte segue as tendências internacionais e nacionais, trazendo modelos diferenciados para agradar a todo tipo de consumidora.

A cartela de cores fica entre os tons vibrantes: pink, laranja, azul, verde; os tons pastel: rosa, amarelo, verde e nude; e os neons. As texturas utilizadas para essa temporada são o animal print e o glitter.

A Via Marte traz modelos ousados e sofisticados em diversas cores e combinações.

Para apresentar os destaques desta coleção a Via Marte está exibindo no horário nobre da Rede Globo, mais precisamente nos intervalos da novela Avenida Brasil, um comercial com os principais produtos.

O cenário do comercial é um jardim repleto de flores, borboletas, bolhas de sabão, fumaças coloridas e a luz do sol, algo semelhante ao Palácio de Versalhes onde a Chanel desfilou sua coleção Resort 2013.

Se a Via Marte inspirou-se no desfile da Chanel, não se sabe, mas a idéia deste comercial é fazer com que as Garotas do Brasil, como a Via Marte se refere a suas consumidoras e admiradoras, sintam que a magia dos sonhos pode ser real.

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Uniqlo: o maior caso de sucesso empresarial do Japão

Filas enormes em Tóquio. Uma febre no Japão, que já se espalhou para o resto da Ásia, Europa e Estados Unidos. Esse fenômeno capaz de arrastar multidões para suas lojas atende pelo nome de UNIQLO, que se tornou o maior caso de sucesso empresarial do Japão nas últimas décadas.

O segredo para tanto sucesso são roupas de ótima qualidade, com preços inacreditáveis, algumas, inclusive, assinadas por estilistas famosos, apresentadas em uma infinidade de cores e dispostas em lojas com ambientes modernos e “clean”.

Tadashi Yanai, fundador da varejista de vestuário Uniqlo, de seu escritório em Tóquio, fala com entusiasmo sobre os tecidos inovadores da marca e sua história.

“Os americanos acreditam que o algodão é o melhor”, diz ele, “mas nós inventamos novos tecidos que irão mudar seu estilo de vida.”

O tecido da Uniqlo é “tão leve que você nem sente que está usando. Este deve ser o primeiro produto a ser comprado no verão”.

Seus objetivos nos dias de hoje é fazer a Uniqlo a varejista de vestuário número um do mundo. Sua meta: $ 50 bilhões em receita anual até 2020 – vai exigir ganhos acima da receita atual da Uniqlo de US $ 12 bilhões.

Ele se estabeleceu no mercado americano abrindo três lojas em Nova York, incluindo uma flagship na Fifth Avenue, a segunda maior loja do império Uniqlo, e está se preparando para abrir duas novas lojas nos EUA nesse inverno, uma em São Francisco e outra em Nova Jersey e, ao mesmo tempo, um site de e-commerce.

Em suma, a Uniqlo promete bater a Gap, vestindo toda a América com peças básicas, a preços acessíveis.

Pode uma marca japonesa – empregando uma estética minimalista – se tornar uma força dominante no varejo dos EUA?

Yanai pensa que pode, em grande parte porque ele vê diferença zero entre os compradores em Manhattan e em Milwaukee. Ele se inspira em um notável americano minimalista: Steve Jobs, outro empresário de varejo que tinha confiança ilimitada e um talento especial para transformar a simplicidade em algo chique. Tornou-se quase clichê comparar bem sucedidas marcas emergentes com a Apple, ou de igualar um líder de negócio iconoclasta a Jobs.

Para Yanai, a Uniqlo é menos como uma empresa de vestuário, e mais como o templo de alta tecnologia corporativa de Jobs: em uma busca constante de inovação, guiada por uma visão que pretende fazer muito mais do que simplesmente vender uma mercadoria.

Yanai abriu sua primeira Uniqlo (abreviação de “Unique Clothing Warehouse”), em Hiroshima, em 1984, aos 23 anos, uma loja de roupas casuais amparada pela filosofia “Made for All”, ou seja, oferecer roupas de qualidade a preços acessíveis, que possam ser utilizadas em todas as estações do ano e para todas as pessoas. Foi neste momento que surgiu o nome UNIQLO, uma contração de Unique Clothing, ou “roupa única” em português.

A marca teve um crescimento meteórico no Japão nos anos 90 vendendo o conceito cheap chic (o tradicional “chique barato”), que alia qualidade e design à preços acessíveis. Em 1994 já eram 100 lojas espalhadas pelo país.

A Uniqlo se tornou onipresente no Japão e no ano 2000 vendeu 26 milhões de dólares, deixando a sua marca em toda a sociedade.

Mas Yanai ainda não estava satisfeito. No início de 2000, convencido de que a marca tinha conquistado o Japão, ele começou a focar no exterior, na Europa e na Ásia Oriental.

Yanai é um homem de ambição impiedosa e declarações ousadas. No ano passado, ele reclamou que “os maiores problemas do Japão são o conservadorismo e a covardia” e que “os empresários japoneses e as empresas estão carentes de individualidade”.

Em 2005, a Uniqlo desembarcou na costa dos EUA, abrindo pequenas lojas em shoppings de Nova Jersey. Sem ter muito sucesso foram fechadas rapidamente. “Ninguém sabia quem nós éramos”, disse Shin Odake, CEO nos EUA. “Você não pode ter sucesso como uma loja de roupas casuais quando você não tem o reconhecimento da marca, ainda mais quando se está em um espaço pequeno de 10.000 metros quadrados”.

Destemido, um ano depois Yanai reiniciou a Uniqlo na América, desta vez com uma loja de 36 mil metros quadrados, no SoHo, em Manhattan. Em alguns anos mais duas lojas foram abertas na cidade de Nova York: uma na 34th Street e outra em um trecho nobre da Fifth Avenue.

“Lojas próprias em ruas nobres são extremamente importantes para lançar a marca fora do Japão”, diz Odake. “Elas atraem clientes de alto nível. Eu não sei se Jil Sander teria trabalhado conosco, se não tivéssemos essas lojas.”

Quando Uniqlo anunciou sua parceria com Jil Sander em 2009, a estética minimalista da designer alemã foi bem adaptada para a cadeia japonesa e se tornou cult entre os conhecedores de moda.

Com o crescimento da marca nos EUA, passou a ser comparada com a Zara e H & M. Mas Uniqlo não é, de fato, “fast fashion”. Uma marca como a Zara tenta seguir tendências. Quando um produto ou tendência aparece antecipado, a Zara corre para colocar este produto dentro da loja em duas semanas. A Uniqlo emprega uma estratégia quase oposta: coloca encomendas gigantescas com até um ano de antecedência, permitindo negociar baixíssimos custos de trabalho e alta qualidade. Isso é possível porque vende peças essenciais do guarda-roupa.

Em tempo de recessão as mulheres só pagam caro por suas bolsas, seus Louboutins e seus Jimmy Choos. Ninguém quer pagar valores altos por peça básicas do vestuário. E assim acontece o mix de itens de marcas de luxo com itens de “fast fashion”.

Para muitos a Uniqlo “Made For All” e sua variedade de cores sólidas casual wear lembram a Gap em seu auge, no final dos anos 80 e 90. “Gap estava enraizada no estilo de vida americano”, diz Yanai.

A Uniqlo retomou a emoção na loja de vestuário. Apesar de suas roupas serem básicas, seus espaços são novos, com linhas elegantes. A decoração e as vitrines seguem o mesmo padrão das lojas de Tóquio. Os gerentes das lojas Uniqlo de todo o mundo são levados para Tóquio para receber um treinamento.

O resultado: “É quase como uma loja da Apple”. É um ambiente de alta tecnologia você pode associar com um produto de maior prestígio. Eles tratam os clientes com renda baixa e moderada de uma forma que não estão acostumados.

Se ainda há um desafio para alcançar uma enorme presença americana é se expandir para além dos centros urbanos. O ajuste das peças, que possuem cortes ideais para corpos japoneses, é outro possível obstáculo, mas completamente superável.

Hoje a Uniqlo tem mais de 1100 lojas em mais de12 países. A rede está fortemente presente no Japão (onde estão mais de 840 de suas lojas), além de possuir unidades nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China, Hong Kong, Taiwan, Singapura, Malásia, Tailândia e Coréia do Sul.

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