Arquivo do mês: fevereiro 2012

Pierre Bergé fala sobre Yves Saint Laurent em entrevista

Temos a opinião de que o que é bom deve ser compartilhado. Adoramos boas leituras incluindo entrevistas com grandes personalidades sejam elas do mundo da moda ou não.

A revista online The Talks publicou recentemente uma ótima entrevista com Pierre Bergé, sócio e companheiro de longa data de Yves Saint Laurent (1936-2008), falando sobre a vida e o trabalho do estilista.

O site FFW publicou hoje (29.02) a entrevista traduzida na integra. A entrevista é longa, mas vale a pena ler e saber um pouco mais sobre a vida e carreira de um dos designers mais importantes do século 20.

Sr. Bergé, é verdade que o senhor conheceu Yves Saint Laurent pela primeira vez no funeral de Christian Dior, em 1957?

Bem, você pode nos ver em uma foto que mostra os convidados de luto, mas na verdade eu o conheci no dia 3 de fevereiro de 1958, durante um jantar organizado por Marie-Louise Bousquet. Eu fui parabeniza-lo alguns dias depois que sua primeira coleção na Dior foi apresentada. Seis meses depois estávamos morando juntos.

E o que foi marcante para o senhor a respeito desse encontro?

Eu não sabia muito sobre moda na época. Eu era um amigo muito próximo de Christian e de alguns outros mestres da alta-costura como Balenciaga, mas para mim, moda não era arte. Aos meus olhos, era só algo para ganhar dinheiro. Mas na manhã desse primeiro desfile dele na Dior, entendi que uma coisa havia acontecido comigo. Percebi que eu era estúpido. Eu amei o que vi e simplesmente soube que Yves Saint Laurent seria um grande designer de moda.

Depois que Yves Saint Laurent foi demitido da Dior por causa do serviço militar na Argélia, o senhor fundou a grife homônima com ele e atuou como o CEO por mais de 40 anos, uma parceria muito longa e bem-sucedida.

Tínhamos um Muro de Berlim entre nós. Eu nunca interferi em seu design criativo por motivos comerciais, e ele nunca veio falar comigo sobre dinheiro. Nenhuma vez.

O dinheiro não era importante para Yves Saint Laurent?

Não. Porque ele confiava em mim e também, claro, porque ele sabia que tinha dinheiro. Mas ele nunca sabia quanto ele tinha. Nunca. Dinheiro para ele era uma coisa estranha.

Talvez esse tenha sido o motivo pelo qual vocês acabaram tendo uma incrível coleção de arte. Vocês podiam simplesmente comprar qualquer coisa que gostavam sem pensar duas vezes?

Bem, não era tão fácil, não no comecinho. Quando começamos nosso negócio, não tínhamos dinheiro, mas mais tarde o dinheiro não era tão valioso a ponto de não o gastarmos em arte. Tínhamos muito orgulho da coleção que criamos.

O senhor a vendeu no maior leilão privado da história por € 373.500.000 (pouco mais de 853 milhões de reais). Por que o senhor a vendeu se ela era tão importante para vocês dois?

Quando decidi vender a coleção depois que Yves morreu, não foi só uma decisão nostálgica, mas também uma decisão monetária. Mas o dinheiro não era para mim. Como você deve saber, nós temos uma fundação [a Fondation Pierre Bergé – Yves Saint Laurent] que precisa de dinheiro e uma grande parte dessa venda foi para a fundação. Eu sou envolvido com muitas, muitas empreitadas, como a luta contra a AIDS, o apoio a teatros, e muitas outras coisas. Decidi vender a coleção principalmente por essa razão – para ter dinheiro para esses fins.

[O “leilão do século”, como o evento ficou conhecido, foi o ponto de partida para o documentário “L’Amour Fou” (2011), que durante o processo de produção acabou mudando o seu foco para um retrato intimista da relação entre Yves Saint Laurent e Pierre Bergé. Assista ao trailer]:

O senhor estava com ele no momento em que ele morreu?

Claro. Eu tinha decidido ir a Montreal por um fim de semana para visitar uma exibição quando recebi uma ligação do médico. Ele disse que era uma questão de talvez uma ou duas semanas. Antes e depois isso, fiquei sentado ao lado dele.

Ele tinha câncer no cérebro. Yves Saint Laurent sabia que a morte dele estava se aproximando?

De maneira alguma. Ele nunca soube. O médico me disse que não havia mais nada a ser feito e nós mutuamente decidimos que seria melhor para ele que ele não soubesse. Sabe, eu tenho a crença de que Yves não teria sido forte o suficiente para aceitar isso.

Como o senhor se sentiu quando ele não estava mais lá?

É tão difícil e quase impossível de descrever. Mas você também pode ter sentido isso em sua vida: é muito diferente se uma pessoa falece de repente, em um acidente ou AVC, ou após uma longa doença. Eu estava meio que esperando e isso me ajudou a estar preparado para essa grande perda.

O senhor se sente triste por não trabalhar mais com moda? Sente falta do aspecto do negócio desde que se aposentou com Yves Saint Laurent?

Não. Provavelmente porque a indústria da moda não é exatamente a mesma do passado. Eu não sou nostálgico – eu odeio nostalgia – mas estou feliz por não trabalhar nos negócios da moda hoje. Sinto muito te dizer isso, mas não é muito fácil trabalhar com revistas de moda agora.

Por quê?

Com Yves Saint Laurent, nós nunca falávamos de dinheiro, nunca relacionamos capas com publicidade, nunca conversávamos sobre isso. Nunca. Deixe-me dizer uma coisa: nós abrimos a Couture House em 1962, e em 1963 já estávamos em capas, com páginas internas inteiras. Você acha que isso é possível hoje? Mesmo com um novo Saint Laurent?

Será que Yves Saint Laurent odiaria a indústria da moda de hoje?

Claro! Yves se aposentou na hora certa e ele morreu na hora certa. Sinto muito te dizer isso, mas para mim é muito difícil entender o que aconteceu com os negócios da moda. É tudo uma questão de dinheiro e marketing. Nós nunca conversamos sobre talento – não é esse o ponto. Só falamos de vendas. Yves Saint Laurent teria odiado isso.

Qual o senhor diria que foi a maior conquista dele na moda? Especialmente nos anos 1960, Yves Saint Laurent e toda a empresa em torno dele realmente apontaram para uma nova direção.

Saint Laurent é, juntamente com Chanel, o designer de moda mais importante do século 20. Era uma época diferente de designers, uma época de grandes intelectuais. Eu já vi vestidos maravilhosos do Balenciaga e Christian Dior – mas a diferença entre aqueles designers de moda e Chanel e Saint Laurent é que eles permaneceram no campo estético. Saint Laurent e Chanel foram para o campo social – eles mudaram a vida de mulheres ao redor do mundo.

Por causa do que exatamente?

Chanel deu liberdade às mulheres; eu acho que Saint Laurent lhes deu poder. Podemos ver isso hoje, todos os dias.

Todos o consideravam um gênio e ele se tornou cada vez mais intenso em sua maneira de trabalhar e viver. Por que o senhor acha que ele se viciou em drogas e álcool em meados dos anos 1970?

É muito difícil responder o que levou a esse vício. Mas tenho que admitir que Yves criou coleções maravilhosas usando drogas e álcool. Isso dificultou muito que ele parasse.

Ele estava sempre criando?

Sempre. Ele não prestava muita atenção em nada mais – ou ninguém mais. Marcel Proust explicou isso muito bem: ele disse que se você é um gênio, você está ocupado consigo mesmo – e é verdade. Voilà.

Yves Saint Laurent era frequentemente descrito como uma pessoa deprimida, e até em seu discurso de aposentadoria ele disse: “Eu passei por muitas angústias, muitos infernos; conheci o medo e uma solidão tremenda; os amigos enganadores que são os tranquilizantes e narcóticos; a prisão que pode ser a depressão e as clínicas de saúde mental”. Mas Yves Saint Laurent não foi uma pessoa que conquistou tudo? O que poderia faze-lo tão triste?

Acho que ele nasceu com depressão. E mais tarde ele sofreu com a fama porque percebeu que ela não lhe trouxe nada.

O senhor chamaria Yves Saint Laurent — aquele gênio admirado por tantos milhões — de uma pessoa trágica, no fim das contas?

Saint Laurent era um artista. E um artista sempre joga com sua realidade interna. Você tem que conhecer as regras do jogo — e eu conseguia lidar com isso muito bem. Tivemos muitos momentos felizes.

Quando ele era mais feliz?

Ele podia ser hilário entre amigos. Mas acho que ele ficava em seu estado mais feliz quando terminava uma coleção e recebia os aplausos e as ovações em pé. Depois disso a missão dele estava terminada. Era como um fogo de artifício — e então começava tudo de novo.

FONTE: FFW

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Bolsas Inverno 2013 – Nova York

Depois da seleção dos calçados que passaram pelas passarelas de Nova York na temporada de moda Inverno 2013, segue uma breve seleção das bolsas de grandes marcas que estiveram por lá como Alexander Wang, Ralph Lauren, Marc Jacobs, entre outras.

Bolsas estruturadas em cores escuras transmitem bem o clima do inverno. Croco, pelos e tachas destacam-se entre os modelos totalmente lisos.

Alexander Wang

Alexander Wang

Donna Karan

Donna Karan

Marc by Marc Jacobs

Marc by Marc Jacobs

Marc by Marc Jacobs

Marc Jacobs

Marc Jacobs

Proenza Schouler

Proenza Schouler

Ralph Lauren

Ralph Lauren

Ralph Lauren

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Arquivado em bolsas, desfiles internacionais, inverno 2013

Dolce & Gabbana lança filme campanha verão 2013

Poucas semanas após o lançamento das fotos da campanha e em meio à semana de moda de Milão a Dolce & Gabbana apresentou o curta Italian Family.

Uma tentativa de transformar a fotografia em movimento retratando uma típica família italiana parece ter dado certo.

Estrelado por Mônica Belucci e Bianca Balti, também protagonistas das fotos da campanha, o filme teve festa de lançamento e contou com a presença de celebridades e fashionistas como Anna dello Russo, Franca Sozzani, Helen Mirren…

Mônica e Bianca ilustram o sonho italiano dos vegetais, coleção verão 2013 de Domenico Dolce e Stefano Gabbana.

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Arquivado em campanhas, filme, Verão 2013, videos

Calçados Inverno 2013 – Nova York

As semanas de moda internacional estão quase chegando ao fim. Nova York, Londres e Milão já apresentaram suas coleções inverno 2013.

A informação de moda hoje em dia é muito rápida então fizemos uma breve seleção de alguns calçados de grandes marcas que passaram pelas passarelas de Nova York.

Cores escuras e saltos pesados predominaram na maioria das coleções. O salto baixo ou rasteira merecem atenção, afinal não é tão comum perceber estes modelos nas passarelas.

Para àqueles que apreciam informação de moda acompanhem as imagens abaixo e saiba o que aconteceu nas passarelas internacionais.

Em breve uma seleção de acessórios das outras capitais da moda que já apresentaram suas coleções Inverno 2013.

Alexander Wang

Alexander Wang

Calvin Klein Collection

Calvin Klein Collection

Donna Karan

Donna Karan

Marc by Marc Jacobs

Marc by Marc Jacobs

Marc Jacobs

Marc Jacobs

Proenza Schouler

Proenza Schouler

Ralph Lauren

Ralph Lauren

Rodarte

Rodarte

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Arquivado em calçados, desfiles internacionais, inverno 2013

Intexco/Brisa Verão 2013: Coleção Submersa

No dia 14 de fevereiro a Intexco/Brisa, umas das principais empresas do Brasil no fornecimento de matérias-primas e artefatos para o setor de calçados e acessórios, localizada em Campo Bom (RS), apresentou sua cartela de cores verão 2013 com palestra de Fanny Littmann, consultora de moda e negócios, seguida de um coquetel.

O evento reuniu cerca de 400 pessoas entre clientes e amigos em um espaço especialmente preparado para recebê-los.

Na parte interna murais com os principais produtos da nova coleção e referências estavam expostos, sendo possível ver e sentir a qualidade deles, assim como obras de arte referentes ao tema da coleção que é o fundo do mar do Brasil.

Em um segundo espaço mesas foram espalhadas de forma organizada onde os convidados puderam sentar e conversar ao som da Dj convidada.

Mais uma vez clientes e amigos ficaram satisfeitos com as informações sobre a temporada verão 2013 e a nova coleção Intexco/Brisa e com a excelente recepção.

Abaixo imagens do evento:

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Arquivado em penso moda, Verão 2013

Versace Inverno 2013

Retomando o legado de Gianni Versace, sua irmã Donatella Versace teve que aprender a enfrentar seus fantasmas do passado.

A coleção Versace Inverno 2013 desfilada na última sexta-feira (24.02) em Milão foi inspirada na coleção que Gianni Versace, fundador da marca, lançou pouco antes de ser assassinado, em 1997.

Recriar o mesmo mood dark, que foi o último deixado pelo irmão, foi uma decisão corajosa. Além de mexer com o seu passado, mexe também com uma veia da Versace que pode dar certo ou não.

Os elementos góticos da última coleção de Gianni como os crucifixos, a severidade monocromática com uma energia hard-core, muito couro, veludo, corpetes super justos esculpindo o corpo e trazendo a sensualidade misturada com o dark mood para a passarela, a cintura muito marcada e a saia lápis, peça presente em diversas coleções já desfiladas nesta temporada, além de metalizados, crocos e pelos.

Nos pés uma bota de redes, como se fosse uma meia arrastão, confeccionada para a passarela funciona como um corset para as pernas.

A responsável pelo make up pesado e escuro foi Path McGrath e o hairstylist Guido Palau trouxe de volta a franja super curta a la Sabrina Sato, Beyoncé e as pin ups de Christian Dior do verão 2011/12.

Versace Inverno 2013

Sabrina Sato

Beyoncé - Clipe da música "Telephone"

Backstage Christian Dior Spring 2011

Na cartela de cores preto, branco, amarelo e laranja.

Muita beleza e sensualidade na passarela, mas do lado de fora, na entrada do desfile, os convidados da Versace foram recepcionados por um grupo de militantes do grupo feminista Femem usando apenas jeans e frase de protesto escritas pelo corpo. As mulheres seguravam cartazes que diziam “Moda=Facismo”, “Anorexia” e “Modelos não vão para bordéis”. A atitude tinha como objetivo criticar o uso de modelos excessivamente magras pela grife, um pouco contraditório, pois as próprias protestantes eram magras e belas.

O protesto tumultuou a entrada, mas não prejudicou a realização do desfile. A polícia bloqueou as protestantes quando elas tentaram invadir o desfile.

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Oscar 2012 – o tapete vermelho mais esperado do ano

Ontem foi a noite mais importante do cinema mundial, a premiação da 84° edição do Oscar, o mais conhecido e cobiçado prêmio do cinema hollywoodiano.

Oferecido anualmente pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (no original: Academy of Motion Picture Arts and Sciences ou AMPAS) desde 1929, o prêmio foi uma idéia de Louis B. Mayer, chefe do estúdio Metro-Goldwyn-Mayer (MGM). No primeiro ano, os ganhadores do troféu iam para a noite de cerimônias já sabendo quem tinha ganhado em cada categoria. Depois, a Academia passou a liberar os vencedores para a imprensa, que poderia estampar suas manchetes na manhã seguinte. Mas tudo mudou depois que o Los Angeles Times publicou a lista antes da premiação, estragando as surpresas. E assim, desde 1941, os envelopes são abertos apenas na cerimônia de entrega dos prêmios.

Pelo tapete vermelho mais aguardado do ano passaram celebridades como Angelina Jolie, Roonie Mara, Meryl Streep, Cameron Diaz, Penelope Cruz entre muitas outras em vestidos exuberantes de grandes marcas e grandes designers.

Brad Pitt e Angelina Jolie em vestido de veludo preto com uma fenda enorme Atelier Versace e sapato Salvatore Ferragamo

Cameron Diaz em Gucci

Gwnyneth Paltrow em um longo branco Tom Ford

Jennifer Lopez em um vestido Zuhair Murad e clutch Salvatore Ferragamo

Michelle Willians em um vestido vermelho Louis Vuitton e clutch Bottega Veneta

Penelope Cruz em um longo Giorgio Armani

Rooney Mara veste um Givenchy Alta Costura

Miss Piggy vestindo Zac Posen

Mas o Oscar não se trata de um desfile de moda e sim de uma grande premiação e não podemos deixar de citar os destaques.

O filme mudo, preto e branco e franco-belga “O Artista” foi o grande vencedor da cerimônia do Oscar 2012, levando estatuetas em cinco das principais categorias, incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor ator. Surpreendente em um momento em que a maioria deseja ver cor, movimento e tecnologia, indo contra a tendência dos filmes em 3D.

A produção também levou estatuetas por melhor trilha sonora original e melhor figurino.

A última vez que um filme mudo venceu um Oscar foi em 1929.

Outro filme que ganhou cinco prêmios foi “Hugo Cabret” de Martin Scorcese em categorias técnicas: fotografia, direção de arte, edição de som, mixagem e efeitos especiais.

Outros grandes destaques foram a atriz Meryl Streep e o ator canadense Christopher Plummer. Meryl Streep recebeu a estatueta de melhor atriz pela atuação como a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher no filme A Dama de Ferro, sua 17ª indicação e terceira vitória no Oscar.

Meryl Streep em vestido Lanvin dourado, clutch Lanvin e sapato Salvatore Ferragamo

“Quando eles chamaram meu nome, eu tive essa impressão de que podia ouvir metade dos Estados Unidos dizendo: ‘Ah, não! Ela de novo!’ Mas, deixa pra lá. Eu olho à minha volta e vejo minha vida passar diante de meus olhos. Meus velhos amigos, meus novos amigos. É uma honra tão grande, mas o que conta mais para mim são as amizades…Obrigada a todos vocês, aos que partiram e aos que estão aqui”, disse Streep.

Christopher Plummer foi o ator mais velho a receber um Oscar, aos 82 anos, na categoria de melhor ator coadjuvante no filme “Toda Forma de Amor”.

Confira a lista completa dos vencedores:

Melhor Filme
“O Artista’

Melhor Direção
“O Artista” – Michel Hazanavicius

Melhor Ator 
Jean Dujardin – “O Artista”

Melhor Atriz 
Meryl Streep – “A Dama de Ferro”

Melhor Ator Coadjuvante 
Christopher Plummer – “Toda Forma de Amor”

Melhor Atriz Coadjuvante
Octavia Spencer – “Histórias Cruzadas”

Melhor Filme Estrangeiro
“A Separação”

Melhor Filme de Animação
“Rango”

Melhor Roteiro Original
“Meia-Noite em Paris” – Woody Allen

Melhor Roteiro Adaptado
“Os Descendentes” – Alexander Payne, Nat Faxon, e Jim Rash

Melhor Fotografia 
“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor Direção de Arte 
“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor Montagem 
“Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”

Efeitos Visuais
“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor Edição de Som
“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor Mixagem de Som
“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor Figurino
“O Artista”

Melhor Maquiagem 
“A Dama de Ferro”

Melhor Trilha Sonora 
“O Artista” – Ludovic Bource

Melhor Canção
“Man or Muppet” – “Os Muppets”

Melhor Documentário
“Undefetead”

Melhor Documentário de Curta-metragem
“Saving Face”

Melhor Curta-metragem
“The Shore”

Melhor Curta Animado 
“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”

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