Arquivo do mês: setembro 2010

COUROVISÃO Inverno 2011

Em primeira instância feira é feita para pesquisar e só depois comprar, sendo assim não importa aonde é e quem esta expondo, pois  um profissional de produtos  vive na eterna busca por idéias e conceitos e andar, andar e andar em feiras é uma caracteristica desta curiosidade que gera idéias, trocas e caminhos para o negócio a que se destina.

A Courovisão é a feira para o Inverno 2011 onde vemos os lançamentos para  Componentes, Couros, Equipamentos, Químicos e Acessórios para Calçados e Artefatos, esta em sua décima primeira edição  e também é um encontro político e econômico que na cidade de Novo Hamburgo no Rio Grande do Sul todas as entidades sabem fazer muito bem por isso particpavam ativamente Assintecal, AICSul, ABECA (Associação Brasileira de Estilistas de Calçados e Afins), ABQTIC (Associação Brasileira dos Químicos e Técnicos da Indústria do Couro), IBTeC (Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçados e Afins) e tem o apoio da ABIACAV (Associação Brasileira das Indústrias de Artefatos de Couro e Acessórios de Viagem), Abicalçados (Associação Brasileira da Indústria de Calçados), ACI-NH/CB/EV (Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha), Universidade Feevale e Couromoda.

A feira esta acontecendo a dois dias e hoje ela se encerra mas fique conosco e acompanhe o que nossas andanças nas feiras chamaram a nossa e será a sua atenção.

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Arquivado em verão 2011

Opostos que se atraem

Por Bruna Martins e Jordana Monteiro.

Aqui, dois desfiles  que são totalmente opostos, exceto pelo fato de mostrarem uma coleção com cores vibrantes e diferentes estampas. Versus e Fendi Verão 2011/2012 – Milão.

Fendi:

Não há como negar que as cores vibrantes estão tomando conta dos desfiles de verão. E um desfile que seguiu essa linha foi o desfile da Fendi. Estampas de flores, xadrez, e listras, muitas listras. Cores e geometria foram as inspirações para o desenvolvimento desta coleção. Roupas com volume dão um ar de conforto e flores dando sutileza às peças. Outra peça digna de atenção foi o vestido que parece ter sido queimado. As cinturas foram marcadas por cintos, quebrando a informalidade das peças.

Já nos calçados, sandálias plataforma e  algumas com mini cunha no enfranque da sandália as quais mostram muita originalidade, ambas com cores fortes acompanhando a mistura que é essa coleção. Além disso, a dramatização de todo o desfile foi bem marcado, por exemplo o fundo do cenário com a mesma estampa ‘queimada’ e a trilha sonora que causa um suspense, deixando de fora a imagem de verão que podemos observar nas roupas. As peças relembrando o fim dos anos 70, acompanhadas de bocas vermelhas e  das bolsas clutch . Claro que as bolsas mais estruturadas não iam ficar de fora, e apareceram mais lisas, mas ainda ousadas nas cores.

Podemos dizer que é uma bela informalidade, não?

Versus

Em meio a tantos desfiles que por hora parecem tanto uns com os outros, se destaca a ousadia no desfile da Versus, trazendo um cenário incomum, com equipamentos de playground enferrujados, relembrando a infância, e a mistura de estampas e cores vibrantes. Uma combinação que pode soar estranha a alguns, e para outros nem tanto. Afinal, não é tão simples assim combinar florais, xadrezes e listras!

Mas esse cheirinho de infância fica somente pelo cenário. As peças da coleção Versus deixam bem visíveis as formas da mulher e o quanto ela pode ser sexy, como, por exemplo, o vestido tomara-que-caia, justo ao corpo em estampa floral, os minidresses, tanto os estampados quanto os em tons vibrantes como o amarelo, rosa, azul, laranja, com decotes diferenciados e a transparência que aparece em alguns momentos.

E essa mistura toda não fica só nas roupas, não! O mesmo efeito de combinação de estampas e cores acontece nos sapatos, que aparecem em diversas construções, e as bolsas, um pouco mais estruturadas, mas mantendo a ousadia das cores.

Vale a pena conferir!

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Varejo é Teatro

Por: Denise Rosa

Ainda dentro do ciclo de palestras do Donna Fashion Iguatemi, assisti à apresentação da agência de publicidade DCS cujo tema foi “Varejo é Teatro”. Gustavo Zilles e Ronaldo Pegoraro, gerentes de planejamento da agência, mostraram como o varejo de moda vem sendo trabalhado em Londres e Berlin, cidades que a dupla visitou recentemente em um projeto de pesquisa exploratória.

O trabalho analisou o cenário do varejo europeu como um todo, através de entrevistas com especialistas, análise de pesquisas européias e visitação in loco de mais de 200 lojas e outlets. Segundo Miltinho Talaveira, o capítulo apresentado no Donna é apenas um recorte de um trabalho muito mais abrangente, viabilizado em grande parte por alguns clientes da DCS: Lojas Pompeia, Tramontina e Shopping Iguatemi.

A primeira pergunta que deve surgir na sua cabeça é? “Por que Londres e Berlin?”. Bom, segundo os publicitários, cada uma dessas duas cidades representa uma faceta diversa do varejo europeu. Enquanto Londres é um centro de compras e inovação, Berlin tem raízes tradicionais, mas muito ligada com manifestações culturais.

Em Londres, a primeira parada foi uma conversa com David Roth, especialista em marketing da WPP (www.wpp.com) que proferiu a frase que guiou os pesquisadores em sua jornada comerciária: “o varejista precisa ser curador de uma experiência envolvente para os consumidores”. Daí para enxergar os ambientes do varejo de rua europeu como grandiosas cenografias teatrais foi um passo.

Entre os diversos cases de moda citados, estão Agent Provocateur (atmosfera de sensualidade evocada desde as cortinas de seda do provador até às vendedoras, que personificam fantasias sem cair no mau-gosto ou lugar comum);  Anthropologie (com sua atmosfera natural, trabalhando especialmente os aromas para demarcar ambientes), National Geographic (recém inaugurada, uma loja/museu/galeria, que evocando o DNA da revista em um conceito de loja de lifestyle); Hollister (a prima californiana da Abercrombie & Fitch, cujos vendedores são surfistas sarados, bronzeados e com bloqueador solar no rosto); entre outros.   

Nada muito novo, se você parar para pensar. Em qualquer curso de marketing que se preze o professor vai lhe dizer para envolver o cliente pelos cinco sentidos: visão, olfato, tato, audição, paladar… Mas os publicitários da DCS deram-se ao trabalho de cruzar o Atlântico para constatar, mais uma vez, que os europeus estão anos-luz a frente dos brasileiros nessa experiência de compra sensorial. Nós brasileiros ainda estamos presos no modelo americano focado muito mais em preço do que diferenciação – menção honrosa ao Grupo Pão de Açucar, citado entre o público presente como um bom exemplo de grupo de varejo que tenta envolver o cliente de maneira inovadora.

Para finalizar, se o Varejo é Teatro, adivinhe quem são os protagonistas? Os vendedores? Pode ser. Mas o papel dos manequins está cada vez mais importante. Não basta só colocar a maneca estática atrás da janela: os manequins têm que estar tão envolvidos na história quanto a iluminação, o piso, as paredes, os vendedores, os objetos de decoração. Os manequins têm que contar uma história. Têm que representar também. Fica a Dica.

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Algo de Yves Saint Laurent

Uma onda vibra de cores e formas Yves Saint Laurent, avassala um significativo punhado de marcas influentes ou não nesta temporada de moda.

Até agora, algumas marcas internacionais têm apostado nesta homenagem trazendo rosas selvagens e reeditando combinações   cromáticas que Saint Laurent ousou fazer em Fall/winter colletion of 1966-67, sua coleção pop art.  Sim sua aproximação com a arte levou-o a fronteira da pintura com Mondrian, Picasso, Braque, Matisse, Warhol Wessemann , Goya e Velazquez. São algumas destas combinações de cores que puxam  unidade nas referências Saint Laurent para as coleções atuais, e   redescobrir-se em cores com aval do mestre colorista é uma boa passagem ao sucesso,mas não só elas tem aparecido,  suas   jaquetas de couro preta, o smoking e o famoso terninho tem dado a pinta nas passarelas.

Segundo a Vogue americana em matéria entitulada : `Technicolor Dream´s`,  o desejo Saint Laurent`s é pura realidade.

Gucci em Milão é Saint Laurent´s quando coloca na passarela:  blazer laranja, blusa violeta e calça verde tudo amarrado com cinto e clutch dourados. Vai mais fundo e  busca referências texturais aplicando em vestidos justos e curtos com  mini-franjas bem  ao tema  África da sensacional coleção de verão 1967. E por ai vai aproximando-se muito da saharienne de primavera verão de 68 com a eternizada imagem de Veruska, bastante focada na coleção de verão passado da marca.

Salvatore Ferragamo com muita sutileza nos presenteia as cores safári, o terninho e uma referência ao vestido de musseline transparente batizado pelos americanos de `see through dress do inverno de 68.

Até mesmo Sportmax quando junta pink com vermelho é Yves ( spring/summer colletion of 1976).

Fendi apropria-se com vestido tomara que caia bufante azul-esmeralda ou no violeta que tem tudo de Yves Sant Laurent.

Já Francesco  Seognamiglio. Quem é ele mesmo?  Cria e recria assim como fez  Laurent consigo mesmo,  o terninho todo branco com blusa transparente e laço  a versão da foto de Helmut Newton para a coleção de 1975. Francesco também abusa das transparências e torna os seios obsessão de sua coleção, Laurent desnuda o seio em muitos momentos (1966-1967-1970-1971-1982).

Gianfranco Ferre é África, terninho é rosa e mondrian ao mesmo tempo.

E Moschino será?

Londres mais fiel à diversidade pontua com alguns usos de cores fauves sempre presentes nas cartelas de Yves Saint Laurent.

Em Nova York  DKNY usa o vermelho com o rosa , novamente!

Quem vai mais a diante é Marc Jacobs , sua coleção esta contaminada do espírito saint laurent´s,  e ele  mais ainda, hedonismos a parte  quando viramos a pagina das revistas internacionais e nos deparamos com a campanha do lançamento do perfume masculino Bang,  Marc Jacobs esta nu em sua melhor forma somente com o vidro de seu perfume na frente. Alguma dúvida?

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Prada pra lá de cucaracha

Listras, barras de saia com babados e cinturas marcadas. Barroco mineiro nos óculos e nas estampas povoadas de ‘macaquitos’, bananas e uma suposta Carmem Miranda de abacaxi na cabeça é o imaginário que a Prada põe na passarela para o Verão 2011/2012, misturando arquétipos ‘Brazil’ com sombrero mexicano em cabeças melindrosas.

Os anos 20 ainda são puxados pelas estolas listradas de pele e pelo shape dos sapatos boneca em trissê colorido. Numa licença poética , mistura sapatos anabela alta, oxford  com plataformas em EVA bicolor e tiras de corda espadrilhe. Misturas inusitadas para compor a coleção, que mantém a feminilidade, porém desconstrói o estereótipo Prada.

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Donna Fashion, um elogio

Por Denise Rosa  Fotos: Franco Rodrigues/Divulgação Donna

Porém, se o Donna Fashion Iguatemi mantém a tradição tacanha de trazer celebridades da hora para atrair audiência, ele também se renova e pincela saudáveis novidades nessa edição.

Como o Concurso Next Generation, que fomenta novos talentos da moda que podem surgir das faculdades. Segundo o release oficial, o concurso existe desde a sua primeira edição, com exposição de looks estáticos, mas, a partir desse ano, conta com uma passarela especial no lounge do evento. São seis faculdades inscritas: ULBRA, UNIRITTER, IDEAU, UCPEL, UCS e IPA, com 20 alunos ao todo.

Gostoso ver a garotada fashionista, familiares e curiosos reunidos em volta na passarela para prestigiar os infantes.  Quem sabe algum deles não desponta, é promovido à passarela principal, e, num futuro não mundo distante,  brinda-nos com coleções inspiradoras, frescas e celebrity-free?

Fica a torcida.

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Donna Fashion, um pensamento

Por Denise rosa

 

Uma das novidades mais relevantes do Donna Fashion Iguatemi para esta edição chama-se Talk Moda. É um microciclo de palestras que está acontecendo nas tardes que antecedem aos desfiles, direcionado a clientes do Shopping, estudantes, formadores de opinião e Imprensa.

 Ontem tive a oportunidade de assistir à primeira dessas palestras, ministrada pelas docentes da Escola de Design Unisinos Ana Bender e Paula Visoná (unisinos.br/design).

Olho no telão!

O assunto foi “Tendências e seus Agentes”. Um apanhado bastante teórico e IMPRESCINDÍVEL para quem quer entender o ciclo da moda desde sua identificação no imaginário coletivo até virar lógica de mercado.

Falou-se sobre o que é preciso para identificar uma tendência, como são classificadas as tendências de acordo com seu ciclo (curta? Longa? Micro?), de onde surgem as tendências (Interpretações? Imaginário coletivo? Fenômenos?), as dinâmicas envolvidas no processo de disseminação (Trickle down? Bubble up? Trickle across? Todas as anteriores?), e sobre os agentes envolvidos (Cool Hunter? Cult searcher? Consultores? Todos os anteriores?).

Tudo bastante hermético para as 16h e uma plateia que vagava entre o desinteresse polido e a atenção bocejante, mas eu adorei. Conhecimento é bom e não ocupa espaço.

Hm, que soninho.

Espero que a audiência esteja mais animada hoje à tarde,  quando vai se falar sobre tendências de varejo detectadas em uma recente viagem que publicitários da Agência DCS fizeram a Londres e Berlim.

Aguardemos, pois.

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