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Sabrina Sato – sinônimo de negócio

Sabrina Sato, musa e apresentadora no programa de humor Pânico há mais de dez anos, nasceu em Penápolis, São Paulo, em 1981 e sempre quis ser atriz. Fez ainda criança curso de teatro e balé clássico na sua cidade natal e aos dezesseis anos, se mudou para São Paulo capital com o objetivo de aprimorar os estudos de balé clássico e cursar dança contemporânea.

Após determinado tempo em São Paulo, Sabrina se mudou para o Rio de Janeiro onde continuou seus estudos. Ao mesmo tempo em que estudava, Sabrina Sato fazia parte do “casting” da agência de modelos Mega Models e também trabalhava como dançarina no programa Domingão do Faustão, entre 2000 e 2001.

Sabrina Sato relembrando o tempo de dançarina no programa Domingão do Faustão

Sabrina Sato relembrando o tempo de dançarina no programa Domingão do Faustão

Em 2003 sua vida segue um caminho diferente! A jovem de descendência japonesa, libanesa e suíça é selecionada para participar da terceira temporada do reality show Big Brother Brasil, onde ficou confinada por 67 dias.

Sabrina Sato no Big Brother Brasil 3

Hoje, aos 31 anos, Sabrina conquistou seu espaço na mídia e soube utiliza-lo também comercialmente tornando-se sinônimo de negócio.

Ela e seus irmãos, Karin, formado em administração e Karina, advogada, são responsáveis pela Sato Rahal Empreendimentos Artísticos, escritório de agenciamento artístico; o salão de beleza Depil K Hair Design; e o licenciamento da marca Sabrina Sato para produtos da marca Yes Cosmetics, Água de Cheiro, Sawary jeans, esmaltes Nati e outros que ainda serão anunciados. Os três trabalham juntos nos negócios e cada um tem sua função.

Sabrina Sato by Yes Cosmetics

Sabrina Sato by Nati

“Nada foi imposto. Cada um ocupou sua função naturalmente. O Karin, que é o caçula, foi cuidando da parte da contabilidade, a Karina – dois anos mais velha – mexe com os contratos e eu fico com a criação, pois sou a mais emotiva da família. Cada um deu certo para alguma coisa”, diz Sabrina.

Muitas vezes tachada de burra, sem se importar muito com isso, mostra que de burra não tem nada, investe nos negócios e aposta somente no que sabe que é realmente bom.

“O mais importante é que uso tudo. Recebemos muitas propostas, mas só aprovamos aquilo que sei que vou usar. Tem que usar pra vender. Sei disso porque na loja da minha mãe as clientes querem comprar a roupa que ela está usando, não a que ela vende”, conta Sabrina, que não abre mão de trabalhar sempre com preços acessíveis.

“O cheiro do perfume Água de Cheiro, foi desenvolvido até ficar exatamente com a fragrância que eu gostaria de usar. Já na meia de seda da Yes Cosmetics eu misturava vários produtos, colocava brilho, pozinho, hidratante até entregar à equipe deles para elaborar o produto”.

Sabrina Sato para Água de Cheiro

Não podemos esquecer que muitos dos seus negócios estão vinculados a sua imagem, por isso mantém sempre por perto Yan Acioli, seu personal stylist há sete anos.

Sabrina Sato também é e foi estrela de campanhas publicitárias de marcas como Arezzo, Lilly´s Closet, Armazém, entre muitas outras.

Arezzo Verão 2012

Lilly´s Closet Verão 2013

Armazém Verão 2013

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Lady Gaga: cantora lança seu primeiro perfume

Lady Gaga vai lançar seu primeiro perfume no fim de agosto de 2012, mas detalhes do fragrância e fotos da campanha já circulam na rede.

A própria cantora publicou em seu perfil no Twitter a foto da campanha clicada pelo fotógrafo de moda Steven Klein na qual está deitada, nua, com pequenos homens cobrindo partes de seu corpo.

O perfume, intitulado Lady Gaga Fame, é da cor preta, e através da tecnologia black-to-clear, fica translúcido depois de aplicado.

“A fama é uma ilusão e se realmente a deseja, qualquer um pode tê-la”, disse Gaga ao WWD, explicando o nome e a tecnologia usada na fragrância.

De acordo com os perfumistas que desenvolveram a fragrância junto com Lady Gaga, os acordes estão divididos em três grupos: dark, sensual e leve. O acorde dark é inspirado na belladonna, uma planta mortal, e tem incenso; o acorde sensual inclui mel, açafrão e pêssego; e no acorde leve pode ser sentida a orquídea-tigre esmagada e o jasmim.

“Quisemos fazer uma alusão ao lado negro da fama, o preço que ela custa e todo seu narcisismo. Foi um desafio técnico e tanto para nossos laboratórios, mas trabalhamos com diversos fornecedores de fragrâncias e acabamos criando uma nova tecnologia”, explicou Steve Mormoris, vice-presidente sênior de marketing global da Coty Beauty, empresa responsável pelo licenciamento do perfume.

A embalagem do perfume, em forma de ovo (homenagem simbólica à entrada magistral da cantora na sua atuação na cerimônia do Grammy em 2011), foi desenhada pelo fotógrafo Nick Knight.

Fame estará disponível em agosto em três mil lojas especializadas nos Estados Unidos, incluindo a Macy’s, Bloomingdale’s, Saks Fifth Avenue e Sephora, e posteriormente em cerca de 30 mil lojas espalhadas por 84 países.

A linha vai se estender depois a um sabonete negro, gel de banho e loção corporal. A fragrância foi criada em três tamanhos diferentes: o de 100ml, ao qual Gaga se refere como Ultimate Masterpiece (“obra-prima suprema”), custará US$ 79 (R$ 160); o de 50 ml custará US$ 55 (R$ 112); e o de 30ml, US$ 42 (R$ 85). Mas como a cantora não quer deixar nenhum dos seus fãs privados do seu aroma, ela oferece ainda um frasco de 10ml por US$ 19 (R$ 35).

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Francal – Sabrina Sato lança linha de sapatos em parceria com a Lilly´s Closet

Em parceria com Sabrina Sato, a marca jovem de calçados Lilly´s Closet pertencente ao Grupo Paquetá – que representa também a Capodarte e a Dumond – lança na Francal uma linha especial que conta com 10 modelos.

Os produtos da coleção “Sabrina Sato por Lilly´s Closet” foram experimentados e aprovados pela própria Sabrina, trazendo o estilo característico da musa e apresentadora com o DNA jovem da marca. São nove modelos com saltos altos e um sneaker metalizado com plataforma embutida para o verão 2013 da marca.

Para apresentar os produtos Sabrina Sato, como não podia ser diferente, foi a estrela da campanha posando para as lentes de Gabriel Wickbold. Combinando os calçados e bolsas com peças super coloridas do acervo de Yan Acioli, stylist pessoal da apresentadora há dez anos, Sabrina exibe seu corpo escultural e sua beleza estonteante em um cenário que remete uma piscina e o clima quente do verão.

Os sapatos estarão a venda a partir de setembro em multimarcas de todo o país, com preço médio de R$199,90.

Apaixonada por sapatos, Sabrina Sato tem em seu closet mais de 200 pares.

Confira o making of da campanha abaixo:

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Met Ball 2012 – o baile de gala mais esperado do ano

O Costume Institute Gala (ou Costume Institute Ball), conhecido como o Met Ball é um baile de gala anual que celebra a abertura da exposição de moda do Metropolitan Museum, em Nova York.

O red carpet deste evento recebe celebridades vestidas para impressionar. Experts da indústria da moda e revistas de estilos consideram o evento com o melhor tapete vermelho.

Cada ano o evento tem um tema e a noite ainda inclui coquetel e um jantar formal.

Para a moda, o tapete vermelho mais aguardado do ano é o do Baile do Met.

Na noite desta segunda-feira (07.05) aconteceu o Met Ball 2012 em homenagem a duas estilistas icônicas Miuccia Prada e Elsa Schiaparelli.

O evento recebeu celebridades como Miuccia Prada – vestindo Prada – Anna Wintour, Carey Mulligan, Jéssica Biel, Gwyneth Paltrow, Gisele Bündchen, Beyonce, ambas com vestidos deslumbrantes, entre outras celebridades também presentes no grande baile.

Anna Wintour vestindo Prada e Bee Shaffer vestindo Erdem 

Gisele Bündchen usando um vestido preto todo bordado Givenchy 

Rihanna veste Tom Ford 

Gwyneth Paltrow vestiu Prada

Metalizados, pretos, bordados e vestidos com plumas e volume na barra foram os destaques da noite.

Carrey Muligan veste Prada 

Jessica Alba

Beyonce usando um vestido Givenchy Haute Couture

 

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Oscar 2012 – o tapete vermelho mais esperado do ano

Ontem foi a noite mais importante do cinema mundial, a premiação da 84° edição do Oscar, o mais conhecido e cobiçado prêmio do cinema hollywoodiano.

Oferecido anualmente pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas (no original: Academy of Motion Picture Arts and Sciences ou AMPAS) desde 1929, o prêmio foi uma idéia de Louis B. Mayer, chefe do estúdio Metro-Goldwyn-Mayer (MGM). No primeiro ano, os ganhadores do troféu iam para a noite de cerimônias já sabendo quem tinha ganhado em cada categoria. Depois, a Academia passou a liberar os vencedores para a imprensa, que poderia estampar suas manchetes na manhã seguinte. Mas tudo mudou depois que o Los Angeles Times publicou a lista antes da premiação, estragando as surpresas. E assim, desde 1941, os envelopes são abertos apenas na cerimônia de entrega dos prêmios.

Pelo tapete vermelho mais aguardado do ano passaram celebridades como Angelina Jolie, Roonie Mara, Meryl Streep, Cameron Diaz, Penelope Cruz entre muitas outras em vestidos exuberantes de grandes marcas e grandes designers.

Brad Pitt e Angelina Jolie em vestido de veludo preto com uma fenda enorme Atelier Versace e sapato Salvatore Ferragamo

Cameron Diaz em Gucci

Gwnyneth Paltrow em um longo branco Tom Ford

Jennifer Lopez em um vestido Zuhair Murad e clutch Salvatore Ferragamo

Michelle Willians em um vestido vermelho Louis Vuitton e clutch Bottega Veneta

Penelope Cruz em um longo Giorgio Armani

Rooney Mara veste um Givenchy Alta Costura

Miss Piggy vestindo Zac Posen

Mas o Oscar não se trata de um desfile de moda e sim de uma grande premiação e não podemos deixar de citar os destaques.

O filme mudo, preto e branco e franco-belga “O Artista” foi o grande vencedor da cerimônia do Oscar 2012, levando estatuetas em cinco das principais categorias, incluindo melhor filme, melhor diretor e melhor ator. Surpreendente em um momento em que a maioria deseja ver cor, movimento e tecnologia, indo contra a tendência dos filmes em 3D.

A produção também levou estatuetas por melhor trilha sonora original e melhor figurino.

A última vez que um filme mudo venceu um Oscar foi em 1929.

Outro filme que ganhou cinco prêmios foi “Hugo Cabret” de Martin Scorcese em categorias técnicas: fotografia, direção de arte, edição de som, mixagem e efeitos especiais.

Outros grandes destaques foram a atriz Meryl Streep e o ator canadense Christopher Plummer. Meryl Streep recebeu a estatueta de melhor atriz pela atuação como a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher no filme A Dama de Ferro, sua 17ª indicação e terceira vitória no Oscar.

Meryl Streep em vestido Lanvin dourado, clutch Lanvin e sapato Salvatore Ferragamo

“Quando eles chamaram meu nome, eu tive essa impressão de que podia ouvir metade dos Estados Unidos dizendo: ‘Ah, não! Ela de novo!’ Mas, deixa pra lá. Eu olho à minha volta e vejo minha vida passar diante de meus olhos. Meus velhos amigos, meus novos amigos. É uma honra tão grande, mas o que conta mais para mim são as amizades…Obrigada a todos vocês, aos que partiram e aos que estão aqui”, disse Streep.

Christopher Plummer foi o ator mais velho a receber um Oscar, aos 82 anos, na categoria de melhor ator coadjuvante no filme “Toda Forma de Amor”.

Confira a lista completa dos vencedores:

Melhor Filme
“O Artista’

Melhor Direção
“O Artista” – Michel Hazanavicius

Melhor Ator 
Jean Dujardin – “O Artista”

Melhor Atriz 
Meryl Streep – “A Dama de Ferro”

Melhor Ator Coadjuvante 
Christopher Plummer – “Toda Forma de Amor”

Melhor Atriz Coadjuvante
Octavia Spencer – “Histórias Cruzadas”

Melhor Filme Estrangeiro
“A Separação”

Melhor Filme de Animação
“Rango”

Melhor Roteiro Original
“Meia-Noite em Paris” – Woody Allen

Melhor Roteiro Adaptado
“Os Descendentes” – Alexander Payne, Nat Faxon, e Jim Rash

Melhor Fotografia 
“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor Direção de Arte 
“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor Montagem 
“Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres”

Efeitos Visuais
“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor Edição de Som
“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor Mixagem de Som
“A Invenção de Hugo Cabret”

Melhor Figurino
“O Artista”

Melhor Maquiagem 
“A Dama de Ferro”

Melhor Trilha Sonora 
“O Artista” – Ludovic Bource

Melhor Canção
“Man or Muppet” – “Os Muppets”

Melhor Documentário
“Undefetead”

Melhor Documentário de Curta-metragem
“Saving Face”

Melhor Curta-metragem
“The Shore”

Melhor Curta Animado 
“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”

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Entrevista no FFW Inverno 2012: Constanza Pascolato consultora ícone

Costanza Pascolato em conversa com o FFW

Leio Constanza Pascolato a algumas décadas e com certeza são seus textos e seu olhar  que me inspiraram a ser consultora. Ainda  fiz o dever de casa, ou seja, passei por todos os estágios práticos da indústria do vestuário e calçadista: estilista, gerente de produto, diretora de departamentos de criação e finalmente consultora.

Conheci Constaza Pascolato na Couromoda Inverno 1994, num Anhembi que era o reduto de uma indústria calçadista ainda voltada para a exportação, inclusive  com stands poderosos como o da antiga Strassburger, famosa pelas sandálias franciscanas que começaram e eternizaram as relações de exportações do Brasil e que, nem de longe era o que temos hoje, feiras de calçados e bolsas que mixam referencias internacionais a contrapontos de  brasileiridade nos produtos nacionais.

Constanza caminhava absorta vendo o que  podia nos stands super fechados da época. Tomei coragem, me aproximei e apresentei como gerente de produto da Julia Mezzetti, perguntei se podia conhecer a coleção que eu, Claudia Narciso (hoje diretora de estilo da Arezzo) e Renato Ruiz (estilista e hoje, professor de estilo em São João Batista) fizemos para aquele Inverno 1994 com: muito bicolor, transparências, oxfords e coturnos. Constanza foi comigo ao stand e  me ouvia sem pressa modelo a modelo, depois a deixei com a então diretora de estilo e fiquei na minha.

Na hora de ir embora a consultora da Vogue Brasil perguntou por mim, me encontraram e fui ao seu encontro em nosso stand. Ela me disse: – Fanny, faz anos que venho as feiras de calçados e não vi nada igual ao que vocês estão fazendo e, por isso, agradeço seu convite em conhecer a Julia Mezzetti.  Nos despedimos e fiquei olhando a mulher elegante que se distanciava e agora eu absorta com meus pensamentos, vale a pena estar na moda!

Por esse meu reconhecimento em quem me inspira em ser honesta em ser consultora de moda, reproduzo e agradeço ao FFW por essa entrevista!

Costanza Pascolato, dona da tecelagem Santaconstancia e colunista da “Vogue” brasileira, é um dos maiores ícones da moda nacional, além de ser respeitada internacionalmente. Nascida na Itália, em 1939, bem no começo da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Costanza chegou ao Brasil com cinco anos ao lado dos pais, Michele e Gabriella Pascolato, e do irmão mais novo, Alessandro, e se estabeleceram em São Paulo, onde criaram um grande império têxtil. A história da empresária e consultora é fascinante, por isso mesmo o FFW a entrevistou com exclusividade na noite de sábado (21.01) no restaurante Manioca, durante o SPFW.

Sua mãe, Gabriela Pascolato, veio da Itália com você e seu irmão ainda muito novos, fugindo da guerra, e construiu um império têxtil praticamente sozinha. A senhora pode contar um pouco mais dessa história?

Na verdade não foi sozinha, foi junto com meu pai. Em 1945, eu tinha de cinco para seis anos, meu irmão tinha dois, e meus pais vieram depois da guerra… e a guerra era uma coisa assim, que mudou a vida da gente, eles tiveram que recomeçar. Então, eles perceberam que no Brasil, na época, só se fabricava algodão e minha mãe teve a ideia, depois de um ou dois anos que estavam aqui, de começar algo e o cruzeiro era uma moeda muito forte, era uma época boa para começar um negócio. Minha mãe resolveu começar com 12 teares e compraram seda no interior de São Paulo, que já era fabricada pelos japoneses, mas que quase tudo era exportado. O início foi com uma tecelagem de seda e, nos anos 70, o meu irmão começou a pensar no que era tecnológico, no sentido da fibra com memória, com elastano, lycra, por exemplo. A nossa fábrica foi a primeira homologada para fazer o primeiro cotton lycra, o primeiro tecido de uso diário que tinha uma origem esportiva e que era estudada para a melhor performance possível do corpo. Foi uma ideia pioneira, que meu irmão, junto com a minha mãe, começaram a introduzir na vida do dia-a-dia, afinal aqui todo mundo se veste casual, não tem centro urbano muito grande para ter que se vestir como no hemisfério norte, lá fora e tudo o mais. No Brasil, tudo é malha e elástico, todo mundo quer uma moda próxima do corpo e confortável para o dia-a-dia.

À que a senhora atribui as figuras femininas tão fortes na sua família?

Acho que a figura feminina já vinha forte da minha avó materna, que trabalhou junto com o pai dela que era prefeito de uma cidade na Sicília e ela, já com 15 anos, no final do século 19, trabalhava em um escritório. Depois, ela foi super ativa e cuidou de casas gigantescas e fazendas que o meu avô teve, inclusive do pessoal. Chamavam ela de “Rainha Sol”, como Luís XIV, o “Rei Sol” na França, sabe? Aí minha mãe era do mesmo jeito, mas acho que ela era até mais forte que a gente. Enfim, eu acho que é uma família de matriarcas, mas sem desmerecer os homens porque, na verdade, o meu irmão é uma pessoa super interessante e capaz, ele está por trás de uma empresa que ainda funciona, depois de tantos anos.

Como foi crescer neste meio tão ligado à “moda”, mesmo que com um conceito de moda tão distinto do que temos hoje?

A mudança mais importante foi a questão de que quando minha mãe começou não existiam confecções, eram simplesmente costureiras e ateliês que atendiam. Então as pessoas costuravam em casa, a gente vendia à metro, quer dizer, vendia a lojas que vendiam à metro. A grande revolução foi no começo dos anos 1970, final dos 60. Quanto a mim… eu não sei, a moda foi um importante viés para entender o mundo. Eu vi a moda em mim quando tinha três, quatro anos, e comecei a reparar nas pessoas. Para mim é fácil enxergar a moda. E minha mãe sempre me falava sobre o que ela andava fazendo, sobre o que vinha acontecendo, já com 12 anos ela me levava para os escritórios todos para que eu visse as pessoas que atuavam na moda. Com 15 anos, em Paris – ela exportava seda para a França – eu vi de longe a [Coco] Chanel porque ela estava dentro do escritório de um fabricante francês, que importava coisas da gente… eu vi os primeiros desfiles de alta-costura nas maisons. Ela falava sobre roupas e se vestia lindamente, minha avó também… minha avó tinha roupa da Chanel de 1912, 1914… então é uma cultura familiar. Além de eu ter um olho, entende? Algumas pessoas da família não são assim, a Consuelo [Pascolato Blocker, filha de Costanza] é, por exemplo. Eu acho que a gente leva jeito e um olhar que a gente tem para isso e para mim a moda é uma das maneiras de enxergar o comportamento de uma época.

Costanza Pascolato em conversa com o FFW

Como é ter presenciado “o comportamento” daquela época, de grandes designers como Dior, Givenchy, além da própria Chanel? Como é lidar com a diferença desse tempo para os dias atuais?

Eu tinha a noção muito clara do que era a moda uma certa época antes do advento do prêt-à-porter na Europa, que foi um momento… é assim: a alta-costura representava uma elite, todo mundo copiava o modelinho da alta-costura que vinha nas revistas, levava na costureira e copiava. Quando o prêt-à-porter começou, nos anos 1970, lá na Europa, principalmente em Paris, depois na Itália, foi o movimento libertário e de pensamento, mas ao mesmo tempo outros consumidores entraram no mapa, ou seja, outros consumidores com a mentalidade mais jovem e mais democrática porque a partir dos anos 1968, 69, 70, as ideias dos jovens, que não eram respeitadas, começaram a valer e ao mesmo tempo houve a libertação sexual… Mas toda aquela novidade que foi revolucionária no mundo veio junto com o fato de que os consumidores viraram consumidores independentes dos adultos, principalmente dos pais, eles pensavam diferente e queriam se vestir de uma maneira diferente, as ideias muito rígidas não funcionavam com eles e as roupas também não. Eu vivi na melhor parte do século 20. Quando eu cheguei ao Brasil tinha telefone “à manivela” e hoje eu tenho dois celulares e dois iPads, então viver esse período, até hoje, é uma experiência, estando ativa e tendo o olhar ainda “dissernidor”, acho que é uma das experiências mais fascinantes que alguém pode ter.

Como foi ter nascido em uma família tão abastada e depois ter sido deserdada?

O fato de ser deserdada foi um movimento meio radical do meu pai, que ele achava que eu não tinha juízo e precisava aprender a ser independente. Eu acho que para mim foi muito bom, no sentido de que eu tive que me virar e aprender a conviver com outras pessoas e outros grupos e trabalhar para os outros, que é bom, porque se só tivesse ficado dentro da minha empresa, primeiro que eu não tenho uma função administrativa, eu nunca soube fazer isso, só tenho o talento de contribuidora porque tenho uma visão, tanto que sou consultora de várias empresas. E é o que eu gosto de fazer. Eu trabalhei 20 anos na editora Abril, como editora, e tive que voltar para a minha empresa porque meu pai estava morrendo e minha mãe estava ocupada, meu irmão disse que seria bom que eu voltasse, o que aconteceu em 1987. Mas escrevendo, eu tinha uma coluna na “Folha de S.Paulo”, na Ilustrada, e me deram uma página inteira por semana, até 1991. Depois eu comecei na “Vogue”. O exercício disso tudo, que é bacana, é que eu tive que me adaptar a várias épocas. Eu tive que pensar em função da época que eu estava vivendo para escrever.

Quais foram – e continuam sendo – as referências da senhora?

Minha referência, na verdade hoje, é a internet, porque atualmente nós fazemos o nosso conteúdo. Eu gosto de livros, de fotografia e de arte contemporânea porque nesse período que eu te falei, a partir do século 20, já foi uma revolução, sobretudo em Paris, de movimentos artísticos que saiam do convencional e eu segui muito isso e continuo me informando sobre isso. Eu gosto de ir à Basil, Miami Basel, quando posso vou para Veneza, mas que é nesse período que a moda aqui está muito ativa e muitas vezes eu perco, mas o olhar do artista contemporâneo, não necessariamente de hoje, mas de ontem ou de anteontem, para mim ainda são aquelas “antenas” que você redescobre caminhos que eu não tinha entendido ainda. A cada dia e a cada mês e a cada ano da sua vida, você vive uma – se você não ficar parado, obviamente — mini evolução e você consegue ver as mesmas coisas de outro jeito.

O que a senhora acha de parte da cultura de moda atual e dessas referências, que por serem vinculadas à internet, algumas vezes são tão rasas?

Eu acho que é ruim, não para nós, que nos formamos de outra maneira. Eu fico preocupada é com a juventude que está muito mergulhada nisso, porque é ela que vai ser prejudicada e vai enxergar o mundo cada vez mais rasteiro, raso e superficial. O chato do novo, como diz o Gilles Lipovetsky, é que na hipermodernidade, você quer tudo já e de qualquer jeito. Isso tira a antecipação e a curtição da coisa. Eu vejo estas crianças fantasiadas de adultos, com 10, 12 anos, e fico pensando que elas vão perder uma parte da vivência delas e vai fazer falta no futuro. Não é que eu vá querer reformar o mundo, só acho uma pena, porque a vida é uma só, não é? Então, se você perde essas fases, momentos e oportunidades da vida e banaliza, você nunca vai sentir nada. Eu gosto de ver filme de época, acabei de ver um filme da Jane Campion.

E seus autores e diretores preferidos?

Eu não sou muito culta. Eu li muito enquanto era menina, muita coisa francesa porque foi a primeira língua que eu aprendi. Minha paixão é o cinema da “Nouvelle Vague” francesa, estou revendo tudo, porque estou entendendo um monte de coisa. Adoro Bernardo [Bertolucci] e [Luchino] Visconti, que eu conheci e tirou uma foto famosa minha de perfil.

Foto de Costanza Pascolato em 1965

Dentre os designers brasileiros, o que a senhora mais gosta e utiliza?

Eu visto Glória [Coelho] e Reinaldo [Lourenço] há muito tempo e agora eu sou apaixonada pelo Pedro [Lourenço]. Tenho muita coisa especial do Alexandre [Herchcovitch]. Mas você entende que, talvez por eu ter uma relação especial com eles e porque eu preciso que as coisas sejam feitas hoje em dia quase no meu corpo, não é natural que eu vista qualquer coisa. Primeiro porque tem que ter manga, sem manga eu não uso mais, preciso manter uma certa imagem, então necessito de muita elaboração. Eu não compro qualquer coisa, não dá certo mais, entendeu?

Fonte: http://ffw.com.br/noticias/gente/costanza-pascolato-fala-de-sua-historia-e-suas-percepcoes-da-moda-atual/

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UFC Rio 2012 – celebridades e atletas

Pela segunda vez o UFC Rio, que aconteceu neste último sábado (14.01), traz grandes lutadores e também celebridades que vão ao evento para assistir as lutas e prestigiar os lutadores brasileiros que mostram seu talento e garra no octógono.

Dudu Azevedo, que vem fazendo grande sucesso na novela Fina Estampa interpretando um lutador de MMA que teve que parar de lutar devido a problemas de saúde, estava presente no evento. Seu personagem tenta passar um pouco do que realmente representa o MMA que é um esporte praticado somente dentro do octógono e não tem nada a ver com briga de rua.

Dudu Azevedo e Marcelo Serrado

Assim como Marcelo Serrado, Bruno Gagliasso, Fernanda Paes Leme, Neymar e Joana Prado, que foi barrada pelos seguranças ao tentar entrar no octógono para parabenizar seu marido Vitor Belfort pela vitória, mas nem por isso a esposa do lutador deixou de invadir o ringue.

Fernanda Paes Leme e Bruno Gagliasso

Neymar Anderson Silva Marcelo Serrado

Joana Prado

“Na hora que ele venceu foi só a festa, eu subi ali (no octógono), o segurança até me barrou e eu fiquei gritando ‘eu quero entrar, eu quero entrar’. No fim, foi muito bom”, disse ela, que beijou o veterano lutador do UFC e conseguiu fazer parte da festa.

Joana Prado e Vitor Belfort após vencer Anthony Johnson

Não podemos esquecer do lutador Jon Jones, que além de estar no Rio de janeiro para assistir ao evento, estava aqui também para desfilar na temporada de moda Inverno 2012. Na passarela do Fashion Rio o atleta desfilou para a marca Ausländer.

Jon Jones

“Esta é a primeira vez que eu desfilo”, disse Jon Jones no backstage da Ausländer. Sobre a sua moda? Declarou o uso de roupas da Lacoste e Abercrombie & Fitch, citou ainda a alfaiataria de Tom Ford como um dos highlights de seu guarda-roupa. Sobre moda brasileira, no entanto, ele não entende muita coisa. “Sei que quando as brasileiras as vestem, elas ficam ótimas”, comentou, entre risos.

Celebridades a parte, seres humanos comuns eram a maioria. Homens assistem as lutas por amor ao esporte, já a maioria das mulheres presentes estavam lá para admirar o físico dos atletas.

E elas mesmas admitem isso! As mulheres dentro e fora da arena reparam nas roupas dos lutadores, principalmente as rings girls que estão presentes na hora da pesagem dos atletas, momento em que os lutadores ficam só de cueca. As ring Girls Arianny Celeste e Chandella Powell admitem e dizem que sempre olham e reparam, sim, principalmente o bumbum que é a parte que Arianny mais acha sexy em um homem.

Arianny Celeste

Chandella Powell

E segundo as mulheres presentes na arena “é impossível não olhar e não admirar”.

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